As frases mais famosas sobre Brasília – verídicas ou não – são, invariavelmente, dos “pais” da capital. Do exagero (“O céu é o mar de Brasília”, Lucio Costa) ao realismo (“O ruim de Brasília é que quando a gente chega lá percebe que a cidade está inacabada”, Oscar Niemeyer), passando pela poesia (“Tudo se transforma em alvorada nesta cidade, que se abre para o amanhã”, Juscelino Kubitschek), essas declarações têm em comum um tom oficioso e, de certa forma, previsível.
Não surpreende, portanto, que as melhores definições sejam de gringos:
“Em Brasília, a abstração da cidade oferece pelo menos uma certeza: ao menos aqueles que são loucos o suficiente para atravessar suas vias expressas urbanas – pondo a perigo suas vidas no processo – são seres humanos. A raça humana não é, em nenhum lugar, tão incongruente como nesse entorno extra-terrestre, com a exceção dessas criaturas minúsculas que se tocam e andam a pé.”
Jean Baudrillard, Cool Memories III, Fragmentos 1991-1995
“A impressão que tenho é de estar chegando em um planeta diferente.”
Iuri Gagarin, em visita a Brasília (1961)
E, para quem mantém uma relação difícil com as palavras, vem também do estrangeiro uma inspirada síntese visual, conquanto datada, da cidade.
Daniella disse,
Junho 18, 2009 @ 10:33 am
Para mim, Brasília é o lugar onde nasci, cresci, estudei, me formei. É onde mora minha família, mas não eu que, apesar de brasiliense genuína, não sei apreciar, admirar ou gostar da cidade e de seu clima. Por isso, me mudei para Curitiba há um ano e alguns meses. Talvez um dia volte para Brasília, mas essa não é minha intenção atualmente, porém nela está tudo o que mais amo na vida, minha família.
Mari disse,
Junho 18, 2009 @ 9:54 pm
Essa frase do Gagarin me fez lembrar um comercial que a Nokia gravou aqui em Brasília… com um cara vestido de astronauta. O vídeo mostrava uma cidade onde vc subia o elevador das torres do Congresso e chegava numa festa num desses apartamentões da Asa Sul. Incongruente, porém divertido.
Bel disse,
Junho 19, 2009 @ 5:24 pm
RC, eu tenho certeza que o dia que vc conseguir sua transferência pro Riuuuu você vai sentir falta desse mundo paralelo! Nem que seja pra reclamar! kkkkk ;p
rchia disse,
Junho 19, 2009 @ 5:56 pm
Bel,
Parece que já me conhece bem…
Madame Mim disse,
Junho 21, 2009 @ 10:39 am
Esse jeito diferente de Brasília é que a torna encantadora.
Mas a falta de gente a pé, por causa da falta de calçadas, dá uma sensação de solidão, não dá não?
Se bem que conheço pouco BSB, não sei se é toda assim.
Aqui, agora cedo, fica cheio de gente andando à toa, aproveitando o sol, passeando com o cachorro.
Brasilia me parece deserta, talvez pq o movimento fique escondido.
Mas mesmo assim é linda.
bjos
Chéri disse,
Junho 23, 2009 @ 6:35 am
Cheguei aqui por um comentário deixado no meu blog. Apesar de agora morar em Paris, sou de Brasília. Curioso notar que começamos os blogs na mesma época. Gostei do que vi por aqui. É sempre estranho e fascinante ser o “estrangeiro” em um lugar, né?
Abraços! Coloquei um link lá no Chéri.
fabio moraes disse,
Junho 23, 2009 @ 1:15 pm
Oi RC.
Brasilia eh unica mesmo…
ontem vi um comercial aqui na TV do Peru falando bem de brasilia.
conosca brasilia, patrimonio cultural da hunanidade…
eu mesmo to morrendo de saudades do quadradinho ai…
mas entao…
a viagem vai ate lima, no peru!
agora etamos em Puno, na beira do lago titicaca…
Abracoss!
Os mandarins « Dores Capitais disse,
Novembro 13, 2009 @ 1:06 am
[...] da sinceridade do líder israelense. Sua frase, no entanto, contrasta radicalmente com as impressões de outras personalidades que estiveram por aqui nestes quase 50 anos. E talvez o melhor exemplo venha de Simone de Beauvoir, [...]