Noites de Gaza

A outraGaza é uma festa. Cadeira de plástico, cerveja barata, batata frita. Engravatados e embermudados. Acarajé, amendoim e churrasquinho. Banheiro com vista para as mesas. Mesa com vista para as figuras que passam. O lugar, assentado na CLN 408, é mais conhecido por bares de nomes paisagísticos, populares entre a juventude da UnB: Pôr-do-Sol, Vale da Lua… Virou Faixa de Gaza depois que um grupo de recém-chegados, numa de suas primeiras incursões, viu-se transformado em coadjuvante de um espetáculo de cadeiras e garrafas voadoras. Entre mortos e feridos, salvou-se o hábito de passar por lá de vez em quando, para sentar numa cadeira de plástico, entornar uma cerveja nem sempre gelada, saborear um prato de batata frita e, como sempre, discutir os rumos da política externa brasileira. Sem o fardo de disputas históricas, é uma Gaza fraternal e aconchegante, nos limites de seu despojamento. Se é verdade que, nos últimos tempos, perdeu espaço para as promoções de pizza do Brás, não significa que perdeu também a aura de destino certo. Para as horas mais duvidosas.

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1 Response so far »

  1. 1

    Taí, a Faixa de Gaza de Brasília não é só mais pacífica, e aparentemente mais divertida, do que a original. Também parece bem mais segura do que qualquer congênere (ui!) do Rio…


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