Domingo no parque

Placas não faltamQuem anda pelo Parque da Cidade* não consegue imaginar o encontro, há 21 anos, da Monica (de moto) com o Eduardo (de camelo). Em pleno domingo de sol escaldante, o movimento na área de 42 hectares é tímido, essencialmente concentrado nos restaurantes e churrasqueiras públicas. Nada que lembre “o principal recanto de lazer [de Brasília] em todos os dias da semana”, ou que faça jus aos “vários tipos de divertimento tanto para os adultos quanto para as crianças”, como apresenta a página da Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Não que o lugar careça de atrações. Pista para pedestres e ciclistas, kartódromo, lagos artificiais, parque de diversão, quadras de esportes, pavilhão de feiras, playground: está tudo lá. Falta mesmo é a vida de cantinhos muito mais modestos e, ainda assim, muito mais festivos. E apropriados a encontros furtivos entre pessoas que se completam que nem feijão com arroz.

* O nome oficial é Parque da Cidade Sarah Kubitschek.

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1 Response so far »

  1. 1

    […] e a lingüiçafraldinha. No início, o Parque da Cidade*, a exemplo da, ahm, cidade que o abriga, parece carecer de vida. É carro demais, bicicleta importada demais, iPod demais, para riso, burburinho e agitação de […]


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