Archive for dezembro, 2007

Surrealismo

Assim eu me derreto todoEm Brasília faz sol. Faz sol de manhã e de tarde, no inverno e no verão. Faz sol até quando chove. É, como se sabe, um sol inclemente, que tem o mau hábito de elevar o índice UV ao nada salutar nível “extremo”. Um sol que queima a pele e ofusca os olhos. Talvez também ofusque outras faculdades humanas…

Brasília já se enfeitou para o Natal. Quinze mil lâmpadas iluminam a Torre de TV, outras quinze mil ornamentam a Esplanada dos Ministérios. Presépios e árvores, aqui e lá, completam o visual.

E onde se unem as duas histórias? Bem ali, entre a Rodoviária e a Esplanada, no gramado em que se erque um até simpático conjunto de brinquedos e decorações. Naquele exato local, todo altivo e sobranceiro, encontra-se nada mais nada menos do que um boneco de neve inflável.

Muitas pessoas vêem na figura apenas um personagem simpático que encanta as crianças. Outras vêem um símbolo natalino, como tantos, herdado dos países do Hemisfério Norte. Admito que não consigo deixar de ver um boneco de neve sob o sol de Brasília.

Pensando bem, de repente, o louco sou eu.

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Turismo em casa

Prazer em conhecerÉ impressionante como, no mundo contemporâneo, nem os fatos mais triviais acontecem sem a intervenção dos chineses. Por exemplo: não fosse o grupo de patrícios que pousou aqui para conhecer melhor a realidade da terra brasilis, eu ainda não teria botado os pés em marcos da capital federal, como a Catedral*, o Museu Nacional** e a Torre de TV. Confesso que gostei. Na Catedral, a despeito dos vitrais quebrados, impressionam as hipérboles simetricamente opostas; no Museu, os tirantes que sustentam o mezanino no interior da cúpula; na Torre de TV, a interrupção das visitas, das 12h às 14h, para o almoço do ascensorista.

Com o passeio de ontem, para completar o circuito turístico brasiliense, só me falta o Memorial JK. Não deve levar mais do que 315 dias.

* O nome oficial é Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida.
** O nome oficial é Museu Nacional Honestino Guimarães.

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Garrafas de lá e de cá

Conheço esse engarrafamento de algum lugar…Depois de uma semana tormentosa em São Paulo, tudo de que eu não precisava no meu primeiro dia de volta à capital era um engarrafamento. Só esqueci de avisar ao sujeito que resolveu capotar com o carro e, assim, transformar meu passeio diário pelo Eixo Monumental numa lenta e dolorosa procissão. Resultado: levei uma hora para cumprir um trajeto que, em condições normais, não exigiria mais do que vinte minutos.

Vinte minutos. Um terço de hora. Mil e duzentos segundos. Tempo suficiente para mudar uma vida. Ou percorrer três quarteirões no Centro de São Paulo. Não deixa de ser engraçado.

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