Um custo de vida (redux)

Relativismo financeiroTemas populares merecem ser revisitados e, na breve existência destas Dores Capitais, nenhum outro se destacou tanto. O povo conectado quer saber: quanto custa morar em Brasília? A resposta, evidentemente, depende do nível socioeconômico, do estilo de vida, do momento e, sem dúvida, do relativismo axiológico. A grande verdade, no entanto, é que custa caro. É fato que nem sempre tão caro quanto a elite mais perdulária do país gostaria…

Alimentação
Brasília tem opções para todos os gostos e bolsos. Como em qualquer cidade, os preços tendem a ser mais altos nas regiões mais nobres e mais baixos nas mais modestas, mas os restaurantes dos órgãos públicos garantem uma alternativa de preço reduzido (em torno de R$ 10, o quilo) até no Plano Piloto. Menus degustação à bagatela de R$ 165, pratos feitos a R$ 5 e bufês insuspeitos a R$ 11,90 (com churrasco!) completam a variedade à disposição do morador da capital. Os supermercados praticam preços razoáveis, talvez ligeiramente acima da média, devido à localização da cidade. Suicídio financeiro mesmo é fazer as compras do mês nos “mercados de bairro”.

Habitação
A vilã mor do mitológico custo de vida brasiliense é a moradia. Não pode ser normal pagar quase R$ 2 mil num apartamento de dois quartos no Plano, mais de R$ 1 mil numa quitinete e R$ 600 numa moradia nada luxuosa em cidades-satéliteregiões administrativas mais distantes da zona central. É uma mistura de bolha de sabão com bola de neve que, para alguns, tem os dias contados e, para outros, garante uma prosperidade sem esforço. Enquanto o apocalipse não chega, o jeito é coçar o bolso, procurar bem e pechinchar – não que adiante muita coisa.

Transporte
A gasolina de Brasília, a tabelados R$ 2,67, é uma das mais caras do país. Já o bilhete do metrô, a R$ 3… bem, esse é um dos mais caros do país. E a passagem de ônibus, de R$ 2 a R$ 3, é apenas… ahn, uma das mais caras do país. O táxi, sim, também é um dos mais caros do país. Contudo, com bandeirada a R$ 3,30 e quilômetro rodado a R$ 1,80/2,18, pelo menos fica abaixo de São Paulo, onde as tarifas dos carros de praça são de R$ 3,50 e R$ 2,10/2,73, respectivamente. Viva.

Saúde
Não se aplica totalmente. Aqui vale a regra perversa do resto do país. Quem consegue pagar, direta ou indiretamente, um plano de saúde vive com relativa tranqüilidade. O resto que se vire na rede pública, que, a se julgar pela avaliação dos cidadãos, não difere do padrão de (falta de) qualidade brasileiro. A novidade é que, talvez se sentindo excluídos, em meio à maior renda per capita do país, especialistas como pediatras e oftalmologistas começam a se amotinar contra os planos de saúde. As farmácias, na outra ponta, capricham nos preços.

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3 Respostas so far »

  1. 1

    Bel said,

    RC, lembrei de você no sábado.
    Tenho uma amiga que namora um cara que passou num concurso no Rio e tá louco pra voltar. Já tem uma era e ele nao consegue transferência.Será que vcs são da mesma instituição?Já pensou? Conseguir sua carta de “alforria”?
    kkkkkk
    beijos

  2. 2

    Madame Mim said,

    O custo da moradia é de matar.

  3. 3

    […] (sim, eu juro, o jornal menciona como fatores distintos). Uma resposta fácil, conveniente e que pesa no bolso. Like this:LikeBe the first to like this […]


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