Pedala, candango!

Desce redondoA aparição do cidadão de bicicleta no trabalho ou na faculdade suscita, vez por outra, a conversa mole: “Eu (ou você) também podia vir de bicicleta, hein!” O problema é que, invariavelmente, podia, mas não podeu. Escassez de ciclovias, trânsito intenso, suor, risco de furto, bico-de-papagaio, conjunção astral, esgotamento do modelo neoliberal: desculpas para a inércia não faltam. Nem desculpas, nem veículos automotores, que, até julho, somavam um milhão, cento e três mil, quinhentos e quinze registros no Distrito Federal. As bicicletas, por outro lado, contam-se nos dedos, às vezes de uma mão – com cacófato e tudo.

E, mesmo assim, outro dia, pedalando rumo à UnB, fui surpreendido pelo motorista de um ônibus, que, ao me ver numa agulha, parou no meio da via e piscou o farol para que eu atravessasse em segurança. Fiquei tão animado, tão esperançoso e tão otimista, que achei que, logo em seguida, seria colhido por um carro em alta velocidade, na contramão, pilotado por um bêbado atrasado para uma urgente compra na padaria da esquina de casa.

Ter chegado incólume à aula não deixa de ser um alento.

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3 Respostas so far »

  1. 1

    Bel said,

    Tenho uma colega de MBA que vai todos os sábados de bicicleta pra FGV!
    Acho bacana! Mas eu… vou de carro! rs rs

  2. 3

    rchia said,

    Mari,
    Agulha é aquela entradinha em forma de, ahn, agulha, para você passar de uma pista para outra… 🙂


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