Segunda no parque

Carne em frenteDeve ser o tempo amolecendo o coração. Não só o coração, como também a picanha, a maminha, a alcatra, a costela e a lingüiçafraldinha. No início, o Parque da Cidade*, a exemplo da, ahm, cidade que o abriga, parece carecer de vida. É carro demais, bicicleta importada demais, iPod demais, para riso, burburinho e agitação de menos. Tudo muito certinho – e sem graça.

Mas, de repente, o sujeito vê a fumaça empesteando o ar, as garrafas pet se multiplicando sobre as mesas, as crianças correndo descontroladas, isopores, pratos plásticos, toalhas. O mundo gira, a lusitana roda, e a carne exala aquele cheirinho capaz de levantar defunto, parar o trânsito e arrepiar os cabelos. Até dos brasilienses.

Nada de pistas, ciclovia, kartódromo, lagos, quadras, pavilhões e brinquedos; aos 31 anos, o Parque da Cidade precisa é de mais churrasqueiras!

* Nome oficial: Parque da Cidade Dona Sarah Kubitschek. Nome original: Parque Recreativo Rogério Pithon Farias.

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