Cartel general (II)

RemarcandoRevoltados com as espúrias acusações de que manteriam, por combinação, o preço da gasolina a R$ 2,67, os donos de postos de Brasília decidiram mostrar nas bombas a lisura do negócio. Desde esta semana, o combustível custa R$ 2,74, em todos os estabelecimentos. Num esforço comovente, os probos comerciantes ignoram as diferenças de custos entre si, apenas para proporcionar ao freguês a conveniência de saber com antecedência quanto vai gastar para encher o tanque.

Por isso, e só por isso, os 38 postos de Brasília pesquisados pela Agência Nacional de Petróleo na semana de 18 a 24 de outubro (pré-aumento) registraram um preço médio de R$ 2,68, com variação de apenas 5 centavos entre o menor e o maior, enquanto os 60 postos visitados na distante Goiânia tiveram um preço médio de R$ 2,57 e variação de 14 centavos. Detalhe: o valor médio cobrado pelas distribuidoras nas duas cidades é praticamente igual.

Aos paranóicos que, a despeito das evidências, continuam achando que existe um cartel em operação por aqui resta procurar os órgãos competentes: ANP (0800-970-0267), Secretaria de Defesa Econômica (SDE) e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Quem chegar ao cúmulo de imaginar que se trata de crime contra a ordem econômica pode, ainda, acionar o Ministério Público.

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2 Respostas so far »

  1. 1

    Bel said,

    Como diria o povo do Ceará: é osso…

  2. 2

    […] do “paralelismo natural” usado pelos donos de postos para descrever a curiosa coincidência dos preços dos combustíveis na […]


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