Pau a pau (II)

Jogo brigadoHá quem considere comparar Brasília ao Rio de Janeiro uma covardia – para ambos os lados. Copacabana ou Prainha do Largo Norte? Tranqüilidade ou alta tensão? Maracanã ou Mané Garricha? A tarefa, hercúlea, só poderia mesmo ser encarada por um esteta alemão. É o que Max Bense faz em Inteligência brasileira, uma reflexão cartesiana, ensaio que contrapõe o “princípio configuração” do Rio e o “princípio pureza” de Brasília. No texto, Bense, que veio quatro vezes ao Brasil, de 1960 a 1964, produz, segundo o filósofo Luiz Camillo Osorio, uma “investigação sobre a possibilidade do ocidente se reinventar nos trópicos”. A conclusão, nesse contexto, é cristalina. Ou quase.

“O Rio é uma cidade vegetativa, Brasília estrutural. Cidade pictórica e cidade linear. Informal e formativa. Cantos e quadras. O espaço reconstruído e o espaço construído. O ser que caminha e o ser que roda.”
Max Bense, Inteligência brasileira, uma reflexão cartesiana

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1 Response so far »

  1. 1

    […] epopéica disputa entre Brasília e Rio de Janeiro, a balança volta a pender, com folga, para o lado da capital. Neste primeiro fim de semana […]


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