O Estado sou eu!

O império dos mais iguaisHá menos de um mês, o Distrito Federal livrou-se de uma intervenção federal, por decisão do STF, com o argumento irresistível de que a cidade encontrava-se num estado de “perfeita normalidade institucional“. O que o governo local chama de normalidade manifestou-se novamente nesta terça-feira, quando uma empresa de UTI móvel escapou de ter de desocupar uma área pública graças à intervenção da primeira-dama do DF, Karina Rosso, que sem qualquer tipo de cargo ou mandato impediu, presencialmente, a ação dos fiscais da Agência de Fiscalização (Agefis).

A comprovar a absoluta normalidade, a ação no melhor estilo “eu quero porque posso”, reminiscente das capitanias hereditárias, passou discretamente pelos principais jornais da capital. O Correio Braziliense, por exemplo, destinou ao assunto nada mais que uma notinha – que, aliás, não fez qualquer menção à atuação da primeira-dama. Coube ao recém-chegado Destak o privilégio – ou ousadia – de ser o único a divulgar o episódio com certo… ahm… destaque.

O imbróglio resolveu-se com uma autorização feita às pressas pelo Administrador do Lago Sul – que, decerto, demonstraria a mesma celeridade e diligência diante da manifestação de qualquer cidadão comum – para a permanência da empresa no local por mais 120 dias. Tudo muito normal.

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1 Response so far »

  1. 1

    Helga Maria said,

    Está me dizendo que a primeira dama deu carteirada? hahahahah


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