Cegueira violenta

Castelo de areiaO assassinato de um servidor do TCU, num possível caso de latrocínio, causou agitação na população brasiliense esta semana. A suspeita de que o homem teria sido vítima de um seqüestro-relâmpago em plena Asa Norte deixou os locais indignados e em busca de uma explicação para os casos de violência em pleno paraíso. Uma turma considerável partiu logo para as críticas à Polícia Militar, que não agiria à altura do melhor salário do país; outra preferiu atribuir parte da culpa às vítimas, sempre distraídas a convidar os marginais à ação. Um terceiro grupo espantou-se com a quantia sacada das contas do servidor pelo(s) criminoso(s): “Tudo isso por causa de R$ 300?”. O modesto valor, aparentemente, não justifica um homicídio.

Incompetência policial, desatenção, mesquinharia. Hipóteses mais elaboradas continuam pouco populares. Brasília, como se sabe, é um lugar especial. Aqui não há favelas, nem arrastões, nem desordem generalizada. As pessoas de bem não morrem com três tiros na cabeça numa beira de estrada. Quando acontece, a culpa é de alguém. De alguém.

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