Archive for janeiro, 2012

3.5

Conte mais 34Aniversário é dia de soprar a velinha e fazer um pedido. Um amor. Um carro. Uma casa. Um emprego. Uma viagem. Uma bicicleta. Um livro. Um abraço. Um milagre. Mas neste aniversário, de presente, vou pedir menos Pinheirinhos, menos Danieles Prado, menos Duvaniers Paiva. Eu talvez não mereça, mas nosso país com certeza merece, e, convenhamos, já estou ficando velho demais para esperar.

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Banho necessário

Engarrafamento nos fins de semanaA fila de carros na BR-040 em qualquer fim de semana ensolarado anuncia a chegada ao Parque Nacional de Brasília. Mais conhecido como Água Mineral, o parque é a legítima praia da capital, e não só por permitir a rara união de sol e água. É ao redor e dentro das duas piscinas (Pedreira e Areal ou simplesmente “velha” e “nova”) que se encontra gente de verdade: moças passando todo tipo de óleo no corpo, crianças saltando na água, marmanjos tentando atrair os macacos-prego, namorados, famílias imensas, jovens senhoras. A cerca de 10 km do centro de Brasília, não podia estar mais distante da assepsia e prosperidade do resto da cidade, um quase literal oásis no deserto.

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R$ 28,5 bilhões em ação

SobrandoO próprio Governo do Distrito Federal anuncia: o orçamento local para 2012, de R$ 28,5 bilhões, é o maior da história. E, assim, comemora a garantia de “mais recursos para a saúde, a educação, a segurança pública e o transporte para melhorar a vida da população”. Sem desmerecer a sinceridade, quase eufórica, do comunicado, só pode ser falta de assessoria. Ou uma estratégia revolucionária. Governante dizer que o dinheiro vai dar para mais? E aquela história de que os recursos são limitados? E o papo de que não é por falta de vontade que não se faz isso ou aquilo (subentendendo-se que é por falta de dinheiro)? A população da capital, e do Entorno, vai ter de esperar o ano passar para ver o que esse megaorçamento esconde. Esconde, claro, é força de expressão.

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Peças

De cabeça para baixoO fim de semana começou com mais um capotamento no Eixo Monumental: um motorista tentou desviar de um carro parado no sinal vermelho e acabou de cabeça para baixo. A cena, visualmente impactante, não é exatamente rara na via mais conhecida da capital. Nos últimos anos, entre outros tantos prováveis casos incógnitos, alguns acidentes do gênero até ficaram famosos. Um adolescente pegou o carro do tio sem autorização e acabou botando um incauto parado no sinal para dar uma volta. Uma jovem – que estaria trocando um CD – decolou ao, involuntariamente, usar a traseira de outro veículo como rampa. Outra mulher perdeu a direção e quase invadiu a Câmara dos Deputados com o carro. Rolando.

Talvez seja a monotonia das seis faixas de rolamento que se estendem em linha reta por 16 quilômetros… Talvez seja o excesso de sinais… Talvez seja o piso escorregadio… Talvez…

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Enorme batalhão

A maioria dançouE ainda dizem que não há ninguém em Brasília neste início de 2012. Pois, além de mim, há pelo menos outras 1.1001.3001.500 pessoas que lotaram – ou deveriam ter lotado – o Teatro Nacional na noite desta quarta-feira. Esse é o número de pessoas que conseguiram convites para a apresentação gratuita de Paulinho da Viola na abertura do 1º Festival Internacional de Artes de Brasília (FestiArte). A maioria brigou por uma entrada na distribuição (des)organizada pelo FestiArte, que, segundo relatos na imprensa local, conseguiu entregar mais de 1 mil ingressos em menos de 15 minutos. Detalhe: às 10h já havia fila para a trabuzana marcada para as 14h.

Mas um nem tão pequeno grupo – 400 pessoas – não precisou nem se coçar. Recebeu os convites diretamente das secretarias de Cultura e Educação por serem “autoridades”, vips ou simplesmente por se agacharem até o chão.

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