Archive for Preguiça

Balões e balelas

RelaxServiço público federal: a solução para os seus problemas. Se o senso comum falasse, diria isso. Ou cometeria alguma relação com as expressões “vida mole”, “paraíso na terra” ou a abominável “tudo de bom”.

O que a maioria das pessoas não sabe é que a moleza, na verdade, mora ao lado. Veja, se não acredita, o título da matéria da página 6 do Correio Braziliense de hoje: “Arruda veta folga em dia de aniversário”.

Não entendeu?

É que a saliência vetada pelo austero governador distrital é (ou seria) apenas mais uma vantagem dos servidores do Distrito Federal, que atualmente já desfrutam de folgas para exame de colo de útero e de câncer de mama e, supra-sumo do descanso, cinco dias de faltas abonadas por ano – isso mesmo, cinco dias livres, que podem ser abusados em seqüência ou alternadamente, sem necessidade de justificativa. Isso tudo em acréscimo aos benefícios garantidos ao pobre servidor federal.

Explicação melhor só da própria boca de um beneficiário:

“Nós recebemos salário para trabalhar 30 dias por mês. Mas há sete meses com 31 dias. Dois dias completam fevereiro, que tem 28 dias. Assim trabalharíamos cinco dias de graça. Por isso, foi criado o abono. Nos anos bissextos, acabamos dando um dia a mais para o governo.”
Servidor concursado da Secretaria de Educação do DF, em depoimento ao Correio Braziliense

Então, tá, então.

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Camarote

De Pirassununga para minha janelaDomingo agitado em Brasília: última etapa da Fórmula Truck, no Autódromo Nelson Piquet; Monobloco e Jorge Aragão no Marina Hall; jogo decisivo do Brasileiro no… certo, esse foi no Gama. No entanto, a melhor atração, por ocasião da F-Truck, foi a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Na janela da minha casa.

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Terceiro, por favor

AceleradorÀs vezes, é desalentador chegar em casa, depois de um árduo dia de trabalho, e encarar os três lances de escada até meu apertamento. Não tanto pelo exercício, complemento bem-vindo à Dieta da China®, mas pela privação de pequenos momentos fundamentais a qualquer ser humano que deseje permanecer são. Onde, se não no elevador, abrir a conta de luz recém-recolhida da caixa de correio? Onde dar a primeira folheada na CartaCapital da semana? Onde lembrar das sacolas de compra esquecidas no carro? Na escada, por razões mais ou menos óbvias, nada disso é possível. E a pior parte: não se pode apertar o botão mil vezes para que os degraus subam mais rápido.

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